Tratamento de Feridas



Ferida pode ser entendida basicamente como a ruptura da continuidade da epiderme, situação que acarreta no comprometimento de sua integridade. Existem duas tipologias de feridas: (i) aguda e a (ii) crônica. A primeira é decorrente de traumas sofridos no cotidiano, em função de acidentes, contato com animais, contato com substâncias químicas ou mesmo intervenções cirúrgicas. Por sua vez, a segunda categoria possui forte relação com o metabolismo, dada a ocorrência de patologias (e.g. Diabetes Mellitus) e a pressão exercida pelas estruturas ósseas dos indivíduos acamados.

Conforme a Resolução do Conselho Federal de Enfermagem n° 567/2018, o enfermeiro possui competência técnica para realizar a avaliação e prescrição de curativos dos usuários sob seus cuidados, bem como pode supervisionar a sua equipe, realizando curativos conforme a lesão tecidual. Tratando-se da avaliação, o processo deve envolver a verificação dos seguintes aspectos: (i) coloração, (ii) extensão, (iii) estado do tecido adjacente a ferida, (vi) localização, (v) odor e a (v) presença de secreção.

Para a efetividade do tratamento, é essencial que o profissional faça registros fotográficos e anote informações do quadro. Deve estar atento durante a avaliação para verificar a presença de infecção causada por microrganismos, putrefação, volumes de secreção, situações que demandam a realização de limpeza ou mesmo retirada de partes do tecido. Se a ferida tiver uma coloração avermelhada, é um indicativo de que o processo de recuperação está ocorrendo.

Em relação a intervenção, o profissional de enfermagem pode fazer uso de uma ampla gama de curativos, dos quais podem somente cobrir a ferida (e.g. gases, compressa) ou desempenharem um papel mais ativo no tratamento da ferida (e.g. utilização de polímeros, hidrogel, filmes). Durante o processo do cuidado, o enfermeiro deve adotar estratégias para lidar com fatores que podem influenciar negativamente no processo de tratamento das feridas (e.g. hipertensão arterial, nefropatia, neoplasias), além de promover a adequada nutrição do usuário do serviço de saúde, fator que auxilia no processo de recuperação e reduz as chances de complicações.